O segredo para ser bem sucedido

Já me perguntaram mais de uma vez qual é o segredo para ser um bom desenvolvedor de software. Mas será mesmo que tem um segredo? Não sei ao certo, mas eu tenho meu palpite.

Existem várias coisas que te levam a ser um ótimo profissional. Por exemplo, estudar muito e constantemente é uma delas. Não consigo ver como um desenvolvedor poderia sobreviver por muito tempo nessa profissão sem se atualizar profissionalmente e conhecer as últimas novidades do mercado. Entender inglês seria outra delas, visto que a maioria do conteúdo relevante nesta área está apenas em inglês e vários dos melhores profissionais da área só se comunicam/escrevem nessa língua. Também é preciso ser pró-ativo, esforçado, saber trabalhar em equipe, etc, etc, etc. Mas até agora, tudo isso é bem óbvio.

Na minha opinião o segredo é a paixão.

Veja só, eu não acordo todo dia e vou para o trabalho só porque quero ganhar dinheiro ou porque sou obrigado a fazer isso. Não fico até as 5 horas da manhã hackeando as “entranhas” do Rhino com Java porque alguém na minha empresa pediu ou espera que eu faça isso. Não fico pensando em separar um tempinho por dia para ler as últimas novidades ou testar novas APIs porque sei que preciso me atualizar senão vou ficar para trás. Faço tudo isso e muito mais simplesmente porque adoro o que eu faço. Não é um grande esforço ou uma obrigação, é simplesmente natural.

No meu modo de ver as coisas, o sujeito que vai para o trabalho “bater ponto” e não gosta do que faz tem poucas chances de ser um ótimo profissional. Ele pode até conseguir fazer as coisas que lhe pedem, mas será apenas mais um cara mediano no meio de muitos outros.

Olhando para trás e vendo os profissionais mais bem qualificados com quem já trabalhei ou trabalho, grande parte deles faz(ia) a diferença porque são apaixonados pelo que fazem. Eles não apenas fazem o que precisam para concluir o seu trabalho, mas são aqueles que se dispõem a ir além de onde todos os outros vão, porque querem exceder as expectativas e querem ser os melhores. Além da minha experiência pessoal, essas pessoas bem sucedidas me fazem acreditar ainda mais que a paixão é um dos fatores mais importantes para o sucesso profissional.

Empenhe-se e dê o melhor de si que os frutos virão com o tempo. Trabalhe com o que você ama e não tem como dar errado, você será bem sucedido!

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22 Responses to “O segredo para ser bem sucedido”

  1. Vc conseguiu falar tudo que mta gente vive tentando falar! Inclusive eu!
    Tem mta gente “querendo” ser programador …. sem paixão não vai … não adianta o cara querer.

  2. hlegius says:

    A diferença realmente está na “paixão” pelo fazer. Estudar, aprender e desempenhar é uma coisa; respirar aquilo é outra.

    Eu complementaria seu post com o seguinte: paixão não é algo que você decide possuir. Você não levanta e fala: nossa, vou começar a viver programação, tecnologia, {coloque aqui seu item}., o cara realmente precisa do feeling, ter em coisas minimas motivação para fazer e estudar mais sobre determinado assunto. Aquela frase que já que já muito ouvi e que diz: “Vou começar a estudar programação pra valer” não traz resultados sem a paixão pela arte. :)

    []’s

  3. Roger says:

    Não poderia concordar mais.

  4. Pedro Mendes says:

    Parabens pelo post Guilherme! Eu já tinha postado algo parecido no meu blog (http://www.blogdopedro.net/2008/09/13/dinheiro-nao-e-tudo), e hoje tem dia eu tenho algo a acrescentar ao assunto.

    Infelizmente, nem todos nós trabalhamos em empresas-conceito, empresas onde o “fazer melhor” é realmente valorizado. O que acontece muitas vezes é que estamos alguns passos a frente da visão geral, o que é normal, já que nós que somos responsáveis pelo que fazemos. Mas para uma parcela significativa das empresas, vestir a camisa da empresa e ir além da média não significa isso. Significa ser um workaholic dentro de uma caixa de areia que a própria cultura da empresa lhe da. Idéias realmente novas são descartadas com as mais diversas desculpas, as mais comuns é que “não temos tempo pra fazer desta forma”.

    Não sei se vc conhece o Rodrigo Strauss, mas ele postou no blog dele ( http://www.1bit.com.br/content.1bit/weblog/eu_nao_visto_camisa ) um texto que exemplifica bem o que estou dizendo, cuja máxima é “Eu não visto a camisa de empresa nenhuma pelo simples fato de que nenhuma empresa até hoje vestiu a minha camisa”. O texto é radical mas me fez pensar em algumas coisas.

    Acho que não podemos ser “apaixonados pelo que fazemos” pelo simples fato de “o que fazemos agrega diretamente valor para onde trabalhamos”. Para descobrir a tal “paixão” temos primeiro que descobrir o que gostamos de fazer. Uma vez que damos o primeiro passo para fazer o que gostamos, dificilmente vamos parar, e as madrugadas certamente se tornarão nossas amigas. E as vezes, gostamos de algo que sai do workflow de onde trabalhamos, e isso não deve nos desanimar.

  5. A palavra-chave aqui é entusiasmo. Você consegue chegar à paixão conscientemente, mas não ao entusiasmo. Entretanto, você não chega ao entusiasmo sem a paixão.

    Com entusiasmo você faz milagres.

  6. Felipe Regalgo says:

    Ame o que vc faz e não precise trabalhar pelo resto de sua vida!

  7. Luiz Sanches says:

    Muitas pessoas tem medo de mudar, preferem ficar contando os dias para chegar o dia do pagamento e pagar suas contas. Não entendem que não é esse o objetivo do jogo.

    Parabéns.

  8. Mingomax says:

    Guilherme, conseguiu resumir bem os ossos do ofício! Falou pouco mas falou o essencial

    Abraços.

  9. “Eles não apenas fazem o que precisam para concluir o seu trabalho, mas são aqueles que se dispõem a ir além de onde todos os outros vão, porque querem exceder as expectativas e querem ser os melhores.”

    Acho que esta frase é meio contraditória com o resto do texto. Se eles têm paixão, vão não porque querem exceder expectativas ou serem os melhores, mas simplesmente porque gostam!

    No mais, concordo com tudo!

  10. Ótimo texto, como todos comentaram acima, é isso que todos nós apaixonados pensamos.

    Eu só queria que houvessem mais (muito mais) pessoas apaixonadas pela profissão que decidiram exercer.

  11. Ótimo artigo! E acrescento que um profissional apaixonado pelo que faz sabe reconhecer seus semelhantes. É uma pena que muitos gestores não tenham essa habilidade e acabem perdendo grandes profissionais apaixonados pelo que fazem, por não identificar, estimular e recompensar esse tipo de profissional. Uma mudança de cenário acontecerá quando mais profissionais apaixonados assumirem posições de liderança.

  12. Carlo Pires says:

    Programação não se aprende, descobre-se!

  13. Este é o GC, sempre escrevendo POST que se diz tudo em algumas linhas. Nao sou o melhor mas estou correndo atraz para ser. Hoje no mercado que trabalhamos não basta saber e sim ser o melhor (ou correr atraz para ser).

  14. Franklin says:

    GC, sua esposa nao pega no seu pe por vc ficar ficar trabalhando tanto. Rapaz, la em casa e na casa dos meus amigos, o bicho pega se ficar trabalhando tanto! Concordo com seu post!

  15. Legal seu post Guilherme!
    concordo plenamente que devemos fazer o que gostamos ^^. É aquele negócio: “não sei o que faria se não fizesse o que eu faço”.

    obg t+

  16. FYI: Comentários anônimos, como sempre, não serão liberados. Quer discutir sobre o assunto? Faça-o com maturidade.

  17. Guilherme says:

    Concordo plenamente com você.
    Entrei no começo do ano na Universidade, consigo enxergar um pouco disso na prática. Às vezes vejo alguns colegas reclamando do ritmo por vezes pesado, mas comigo é diferente. Por mais que tenhamos muitas coisas para estudar ou trabalhos para fazer, o que me anima é saber que aquilo que estou fazendo é o que realmente gosto. Logo, se eu gosto, tudo se torna agradável.

  18. Bruno says:

    Isso faz todo sentido, quem entra no ramo de TI porque “dá dinheiro”, certamente vai se arrepender… tem que gostar!

  19. Augusto Zeca says:

    Excelente a sua explicação sr. Guilherme.
    Penso ser uma boa sugestão para todos que querem ser bem sucedidos, inclusive eu. Mesmo, porque ate gosto mesmo do que faço, mas por vezes tem me faltado entusiasmo para tal, mesmo tendo em mente de que o gosto/ paixão pelo que fazemos ou pela área onde estamos aplicados e o principal.

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