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Programador “Religioso” x “Filósofo”

Monday, March 1st, 2010

Há algum tempo atrás enquanto usava o GTalk encontrei uma mensagem sensacional que o Anselmo Alves havia colocado no seu status:

“Philosophy is questions that may never be answered. Religion is answers that may never be questioned.”

(“Filosofia são questões que podem nunca ser respondidas. Religião são respostas que nunca podem ser questionadas.”)

Quando li essa frase imediatamente lembrei do que acontece no dia-a-dia do nosso mercado; do ambiente de trabalho a conferências e listas de discussão. Sem querer entrar em detalhes profundos ou em opiniões/flames sobre assuntos não-técnicos, vejo que existem dois tipos de programadores: os Religiosos e os Filósofos.

A palavra “religião” vem do latim “religio”, que significa “prestar culto a uma divindade”. Os programadores Religiosos fazem exatamente isso: aproveitam todas as oportunidades que podem para louvarem a sua linguagem ou framework favoritos. Os Religiosos dificilmente aceitam “religiões” diferentes da sua e os mais extremistas acreditam que a sua linguagem ou framework resolve todos os problemas do universo e são a chave da salvação da humanidade. Eles aceitam tudo cegamente e nunca reconhecem ou questionam os defeitos desses projetos que apoiam (e em alguns casos mais extremos até transformam esses problemas em “features”). Quando aparece um problema pela frente não precisa nem pensar: ele usará a sua ferramenta favorita para resolvê-lo, não importa o que seja (um padrão também conhecido como “One Ring to rule them all”).

“Filosofia” vem do grego “philos” (que ama) + “sophia” (sabedoria), ou seja, “que ama a sabedoria”. Filosofia é a investigação crítica e racional de questões, ou seja, um programador Filósofo não está procurando defender uma linguagem ou framework mas sim em investigar várias delas, analisar como elas funcionam e refletir sobre como elas podem ajudá-lo a resolver problemas. Os Filósofos são curiosos; eles sempre querem compreender e questionar o funcionamento e utilidade das ferramentas que usam. Quando precisam resolver um problema eles analisam de forma racional todas as opções que conhecem e se nenhuma delas for boa o suficiente eles pesquisam e procuram uma opção mais eficiente.

Um programador precisa resolver problemas complexos com qualidade e precisa ser cada vez mais produtivo/veloz para atingir um objetivo (desenvolver um produto, terminar um projeto da sua empresa e por ai vai). A melhor ferramenta não é a sua preferida ou aquela que você escolheu para seguir e amar, e sim aquela que te faz ser mais rápido, mais produtivo, com mais qualidade e que te dá mais conforto para trabalhar. A melhor ferramenta é a que melhor atende os requisitos da sua profissão e do seu projeto, não o seu ego (ou sua religião).

Seja menos “religioso” e mais “filósofo”! Com a mente aberta e sem encarar ferramentas como “a verdade definitiva” (ou descartando-as sem ao menos testar e conhecer como funcionam) você terá muito mais chances de ser bem-sucedido.

[Rails Summit 2009] Nós vamos e você também pode ir :)

Friday, October 2nd, 2009

Eu, Guilherme Cirne, Emerson Macedo e Anselmo Alves já estamos preparando as malas para ir no Rails Summit 2009 (isso sem falar do resto da galera do Rio de Janeiro que também vai em massa)!

Tá afim de ir também? Então faça um vídeo criativo explicando porque você também quer ir na Rails Summit 2009 e poste o link aqui nos comentários. O vídeo mais criativo (que será escolhido por mim e o Fabio Akita até o fim do dia 07 de outubro) vai ganhar um convite para a Rails Summit 2009!